How many days are left
And what to spend them on?
Should I keep working
Or sit and marvel at the sky?
I think about your skin, your fragile skin
The heaven of life we're living in

Drink it in, drink it deep
I pray to life your soul to keep
Drink it in, drink it in

Pink clouds scatter
My heart beats clear
For all the hearts that I hold dear

Drink it in, drink it deep
I pray to life, your soul to keep
Drink it in, drink it in
Drink it in, drink it in
                                    
                                                                                                                   manuela pimentel


3
ao cimo do jardim no topo
de todas as hastes do jardim é
como se explodisse uma praia.
ou como se rodando sobre si mesmo
e subindo, em cima, o jardim
expirasse uma praia que se abre.
e então na mínima ondulação
dessa praia, no alto da explosão,
é um jardim terrestre que vai
começar
a aparecer. que recomeça.

manuel gusmão

No tempo em que celebro o meu aniversário o Arquivo de Cabeceira vem ao Marbles

A de Aniversário (VI)

No aniversário de uma das minhas pessoas preferidas, o meu poema de aniversário preferido:

A BIRTHDAY

My heart is like a singing bird
Whose nest is in a water'd shoot;
My heart is like an apple-tree
Whose boughs are bent with thick-set fruit;
My heart is like a rainbow shell
That paddles in a halcyon sea;
My heart is gladder than all these,
Because my love is come to me.

Raise me a daïs of silk and down;
Hang it with vair and purple dyes;
Carve it in doves and pomegranates,
And peacocks with a hundred eyes;
Work it in gold and silver grapes,
In leaves and silver fleurs-de-lys;
Because the birthday of my life
Is come, my love is come to me

Christina Rossetti (1861)


                                 [Obrigada à Inês, no coração e aqui ]

Back in Town

A vida, ao pé de mim, não é uma democracia.
A meu lado, muito menos. Não pretende a justiça,
não rebola no charco das lamas-panaceias,
satisfaz-se com pouco, momentos de silêncio
grávido de gente verdadeira. Para a mentira,
aqui, não há lugar; é como no teatro e nos romances
- fidelidade ao texto, liberdade nos gestos
com que lhe damos asas, noite a noite,
meticulosos guardiães do medo
de que alguém fuja durante o nosso sono.
A vida, ao pé de mim, é um trabalho eterno.
A meu lado, a tristeza derradeira.
Funda, para engolir todas as outras.
E Quem me abriu dois batentes na goela,
fez-me armazém de mágoas, como esgoto
do mundo desalmado do abandono.
Não trago paz; só, talvez, menos guerra
connosco, dia a dia, torturada.
Trago uma espada, é certo, de dois gumes:
um, minha cama; o outro, a minha ausência
- escolhei, para sempre, onde vos deitardes.

Miguel Martins

"MAS HÁ DÚVIDA?"

Aos Amigos

Miradouros



São 3 e 25
e nenhuma autoridade nos daria
mais de 15 anos.

José Miguel Silva