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Caminhos que levam a parte alguma,
algures, entre dois prados;
que diríamos que, com arte,
foram desviados da rosa-dos-ventos,

caminhos que , muitas vezes, não
têm à sua frente nada mais
que não seja o tempo em que se está,
e o puro espaço existente.

Rainer Maria Rilke,
Frutos e Apontamentos

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